Domingo, 23 de Dezembro de 2012

Havoc faz jus à infâmia dos Mobb Deep

Tinha sido anunciado já há uns tempos, mas havia quem tivesse de ver para crer. Ter um dos infames Mobb Deep no Porto acompanhado por grandes nomes do Hip-Hop do Norte parecia demasiado, mas a noite de antologia veio mesmo a acontecer e o Sapo On The Hop esteve no Hard Club para assistir ao evento.

 

 

À porta, o ambiente era de ansiedade. Ninguém se tinha esquecido do cap, da camisola e das calças largas; a ocasião justificava-o por completo. Faltava muito pouco para estarmos perante Havoc, uma das metades do lendário duo de Hip-Hop nova-iorquino mais respeitado dos anos 90. Mas antes havia uma mão cheia de grandes convidados - Mundo, Rato54, Chullage, DJ Score, DJ Serial - e ainda Maze (Dealema), como host.

 

Quando Chullage pisou o palco do Hard Club - que reinventou o Mercado Ferreira Borges em 2010 - a sala já contava com mais de metade da lotação. Com o capitalismo e os media debaixo da mira das suas rimas, Chullage voltou a passar a mensagem que tão bem caracteriza o seu rap. Acompanhado por Lowrasta, passou por certos temas, como Já Não Dá e Mediaocridade, e chegou a cantar em crioulo. Assim que começou RhymeShit Que Abala, faixa do primeiro álbum do rapper da Arrentela (Rapresálias), o público, que entrou numa ovação generalizada, logo se apressou em demarcar o beat. Era a despedida, mas mais uma certeza de que Chullage não ficará por aqui.

 

Maze, que ia entrando nos intervalos, desta vez vinha para apresentar o seu «irmão» Mundo Segundo, também do grupo Dealema. O disco já rasgava no scratch quando Mundo entra a disparar rimas para um público que, desde cedo, dançou e fez pender o braço bem erguido.

 

Para de quem se previa o fim, Mundo apareceu de saúde recomendável e trouxe consigo a sua «verdadeira família». Os convidados seguiram-se em catadupa e até deu direito a b-boying, a Fuse e a Barrako 27. O público sabia bem quem eram todos estes grandes do hip-hop português. Não se esqueceu de Som e, por várias vezes, soltou muitos rimadores de bancada. No final, é Maze quem entra para rematar com Verdadeiros Amigos, conhecida música dos Dealema.

 

Por esta hora, os caps já tremiam de nervosismo. Para muitos, Mobb Deep significa o Hip-Hop old school ou a sua entrada neste universo alargado a muito mais do que a música, uma inspiração, até mesmo para aqueles que já tinham pisado o palco esta noite. Desde Queensbridge, Nova Iorque, em representação dos infames Mobb Deep eis que chega Havoc. Fruto de uma recente confusão no seio dos Mobb Deep, à partida já se sabia que Prodigy, a outra metade desta dupla monstruosa, não ia estar presente, mas a oportunidade de, pelo menos, ver Havoc já era tida como única.

 

Survival Of The Fittest veio em segunda mudança e que bem metida; era um dos clássicos obrigatórios e, desde logo, pôs o público a mexer. Seguiram-se Get Away e depois Win Or Lose, faixas lançadas já nos anos 2000. O DJ ia brincando com as passagens e, de repente, surge do nada uma das músicas mais aguardadas, mas ainda assim pouco esperada: Outta Control, a famosa colaboração com o rapper 50 Cent. O público não se deixou ficar e respondeu, marcando um dos melhores momentos da noite. O concerto continuou com Got It Twisted do famoso álbum Amerikaz Nightmare, do qual se ficou a pedir a música homónima.

 

Havoc encostou por momentos o baú e foi buscar um tema do seu próximo álbum a solo, a sair no início de 2013. Bem perto do final e assinalando o clímax do concerto chega Shook Ones Part II, provavelmente a música mais conhecida dos Mobb Deep. Havoc abandonou o palco, mas o encore era certo e o rapper não demorou até voltar. Durante pouco mais do que uma hora Havoc aumentou substancialmente a temperatura do Hard Club, mas não teria sido o mesmo se todo aquele Hip-Hop português não tivesse feito um aquecimento de luxo.

 

Algumas grandes músicas ficaram de fora, como Amerikaz Nightmare e Real Niggaz, mas Havoc acabou por conseguir uma selecção musical bastante satisfatória. Porém, talvez se tenha esperado por um espectáculo mais completo: as surpresas não foram muitas e, por vezes, o DJ deixou muito a desejar. A noite acabou por valer a pena pela totalidade do cartaz apresentado, que conseguiu congregar uma representação de um dos maiores grupos de sempre com Hip-Hop português de grande qualidade, desde clássicos incontornáveis do old school a novas esperanças desta cultura nacional.

 

Fotografia e Reportagem por Francisco Morgado Gomes

publicado por Francisco Gomes às 23:38
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2012

Barco Rock Fest 12: A Feira do Sol-e-dó Portugal

No último dia da navegação, o Barco Rock Fest presenteava os festivaleiros com aquele que era o nome mais esperado: Supernada. Porém, e como dita a regra, estes haviam de ser os últimos a actuar. Afinal, o último condimento a sair do prato é o melhor.


Antes daquele que é dos melhores, senão o melhor músico português, Manel Cruz, fomos quase que obrigados a assistir a Dear Sherlock. Jorravam Muse por todo o lado. Não é que seja necessariamente mau, mas comparado com o concerto bacano dos putos Nice Weather for Ducks, ficaram um bocado aquém do expectável. Para mais tarde ficaria o "Assassínio da Guitarra Portuguesa". O crime foi levado pelos Laia e pelo que pudemos apurar até à data de edição deste artigo, ainda não havia novidades no que à captura dos saltibancos diz respeito. Supernada, salvadores da pátria, como diria o bom pastor Salazar, vieram equilibrar as contas da noite. Tocaram aquilo que havia para tocar, tudo menos a Irreal, porque segundo Manel Cruz "essa já morreu".

Texto: Diogo Ferreira e Francisco Morgado Gomes

Fotos: Bruno Carreira

publicado por Francisco Gomes às 22:08
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012

Sapo on the Hop a bordo do Barco

Hoje em dia o conceito low cost alastrou-se pelas mais variadas localidades e povoações. Em todos os sectores de atividade comercial se ouve falar do barato, do económico, das pechinchas e do corriqueiro. Desde as viagens à restauração, passando pela papelaria e bricolage, hoje temos o destino low cost é São Cláudio de Barco em Guimarães. 20€ por quatro dias é ridiculamente barato, é irrisoriamente low cost.

 

A praia fluvial é o local de recepção, de 1 a 4 de agosto, do festival.

 

Caminhando já naquela que é a sua sétima edição, vai contar com o grupo nova-iorquino The Last Internationale e com os britânicos 2:54, não fosse o cancelamento destes últimos. Este evento adquire ainda um forte destaque do panorama nacional, apresentando Supernada, Dead Combo, Bisonte e Nice Weather for Ducks, entre outros.

 

Na sua totalidade, são 22 os artistas e 10 os DJs que vão atuar no Barco, que vai ainda contar com diversas atividades para entretenimento dos festivaleiros.

 

O passe para os quatro dias do festival custa apenas 20€ e o campismo tem acesso gratuito. Os bilhetes diários para 1 e 2 de agosto têm o custo de 5€, e para os dias 3 e 4 de agosto sobem para os 10€. Os bilhetes podem ser comprados na Bilheteira Online e em todas as lojas FNAC, bem como no Centro Cultural Vila Flor, no Multiusos de Guimarães, Loja Guimarães 2012, São Mamede CAE, Casa das das Artes de Famalicão, Theatro Circo, lojas Workshop, Bar N 101e na AE Taipas.

 

A cooperar na organização deste festival estão a Junta de Freguesia de S. Cláudio de Barco e o MAT (Movimento Artístico das Taipas). Em repetição ao que ocorreu no ano passado - fruto de Guimarães ser a Capital Europeia da Cultura durante o presente ano -, o Barco Rock Fest surge na programação do Guimarães 2012.

 

O Barco está On The Hop.

 

Artigo por: Diogo Machado Ferreira e Francisco Morgado Gomes

publicado por Francisco Gomes às 17:49
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2012

III Mêda +: O que é nacional é bom

Montes, vales, um calor abrasador e alguns quilómetros até à cidade mais próxima; estou na Mêda. Qualquer semelhança com uma produção de Sergio Leone é pura coincidência, até porque não vejo cowboys em lado algum. Não acordei aqui sem mais nem menos, até porque a viagem foi um pouco demorada - com um ou outro engano -, mas cedo deu para perceber o sitío a que tínhamos chegado.


Menos de 30 minutos e o ambiente do campismo já prometia, ainda nem a tenda estava montada e já ressoavam as bombinhas que os nossos vizinhos arremessavam para a rua. De facto, à primeira vista o Mêda + parecia um festival a sério: bom ambiente, boa música portuguesa, muita diversão e preços cómodos - cómodo é pouco. Por uns míseros 3€ foi-nos possível garantir o acesso às piscinas durante os três dias do festival, coisa pouca não é? Mas se a isto juntarmos o campismo gratuito e a entrada à borla no recinto, eis que encontramos o mote perfeito.

 

O tiro de partida do III Mêda + ficou a cabo dos The Glockenwise. Estes rapazes de Barcelos, que viram o seu álbum nomeado em 2011 para Melhor Álbum Europeu Independente (Impala), deram um concerto sóbrio, sem brilho, mas a um nível satisfatório. A plateia tornava-se mais numerosa para assistir ao grupo da casa A Cepa Torta. Sem esquecer alguns covers de grandes clássicos como Sultans of Swing, a banda soube entreter a audiência. Para finalizar a noite apareciam os Fitacola: punk-rockers de gema, lembraram outros tempos à juventude enquanto interagiam bastante com o público. Saciaram o público-alvo e não deixaram de fazer dançar os demais.

X-Wife 

No segundo dia havia promessas de ainda mais espetáculo, visto que a ladear os cabeças de cartaz X-Wife surgiam Bisonte e The Doups, duas bandas nada estranhas no mais recente panorama nacional. Os setubalenses foram bem recebidos e deram um óptimo concerto, provaram que a aposta da Optimus Discos não foi gorada e serviu para lançar uma banda com bastante potencial. Num concerto em que I Said e Just As Predicted foram muito bem recebidas, houve ainda tempo para desejar os parabéns a um festivaleiro. Seguiam-se os X-Wife, que já andam nisto há bastante tempo, já é uma década inteira a percorrer o país de lés-a-lés e em palco isso importa bastante. O trio portuense, que adquiriu uma feição mais electrónica neste último álbum, conseguiu levantar a Mêda e pô-la a dançar. Ao segundo dia do Mêda + já estávamos rendidos.


No último dia foram os MulherHomem, pertencentes ao Movimento Alternativo Rock (MAR), a abrir a noite com categoria; seguiram-se Matilha - também do MAR -, um grupo que sem guitarras não se perde e encontra uma sonoridade bastante única. Para o encerramento do III Mêda + ficava o nome mais apetecível de todo o cartaz: Mão Morta. Tidos por muitos como a melhor banda portuguesa, os bracarenses foram iguais a si mesmos e não entraram em devaneios, atravessaram êxitos antigos e novos temas. Sempre com o demarcado apoio do público, que não deixava de acompanhar Adolfo Luxúria Canibal e os seus espasmos sincopados, o concerto acabou por se revelar um excelente ponto final para esta edição do festival.

Mão Morta

Um festival sem campismo não passa de uma série de concertos num determinado local, mas como o hábito não faz o monge, é preciso que nesse campismo os festivaleiros produzam o ambiente desejado. A esse ponto o Mêda + não oferece dúvidas, proporcionando um excelente ambiente e uma óptima experiência a todo e qualquer festivaleiro que por lá passe ou tenha passado. Para cúmulo, a existência das piscinas é sempre um trunfo, visto que acabaram por funcionar como porto de abrigo durante todo o festival. O sol abate-se com veemência sobre as tendas, e a pouca sombra - deixemos as árvores crescerem - obriga a um, dois, ou três mergulhos.


Depois de três dias muito bem passados, ficámos com a impressão de que Portugal e o Interior necessitam de mais eventos com estas feições e proporções. Se há queixas que a música portuguesa é ostracizada nos grandes festivais de verão, acabem-se com os centralismos e apoie-se quem tudo faz para a promover e a leva para o interior do país, muitas vezes vetado ao esquecimento. A verdade é que da Mêda só trazemos boas recordações e esperanças de que para o ano o cartaz esteja à altura.

 

Termino com uma certeza: o Mêda + não só parece como se comporta como um festival a sério. Agora tem tudo para crescer e tornar-se num baluarte da produção nacional, um exemplo a seguir!

Mêda+ dia 28

 

Fotografia: Rita Sousa Vieira

Artigo: Francisco Morgado Gomes

publicado por Francisco Gomes às 14:11
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Domingo, 22 de Julho de 2012

Maré cheia na Praia do Cabedelo

Se preferes o Marés Vivas com Pamela Anderson, isso é uma questão de gosto pessoal; na praia do Cabedelo a norte-americana não apareceu, mas a boa música não faltou à festa.

 

1, 2, 3, o primeiro dia parecia um Fire Starter, como diriam os The Prodigy que por cá passaram em 2008. A organização avançou com 19 mil pessoas, no dia em que Wolfmother saciaram os fãs e surpreenderam os mais cépticos. Os Franz Ferdinand, que já nem pedem por pompa e circunstância, surgiram liderados por um Alex Kapranos de bigode, esse sim, pomposo. Os escoceses deram o espectáculo de sempre, tocaram o repertório, uma ou outra nova e fizeram-nos acompanhar as letras durante todo o concerto.

 

No segundo dia o Cabedelo já era palco de um festival a sério, com 25 mil pessoas presentes. Os The Cult surpreenderam com um espectáculo bastante mais enérgico do que em Paredes de Coura - em 2010 foram o nome grande do primeiro dia -, conseguindo satisfazer os milhares de fãs que foram ao Cabedelo de propósito. Para o encerramento, a cargo dos Kaiser Chiefs, era a vez do público mais jovem ocupar o posto da velha guarda. Ricky Wilson voltou a fazer das suas - abandonou o palco e tomou de assalto o monte lateral à plateia -, e tudo o resto decorreu como o normal. Elogiaram o público do norte e terminaram o concerto a afirmar que eram portugueses, e é bem verdade.

 

 

Ao terceiro dia a enchente competia com a jornada anterior, equiparando-a na casa dos 25 mil. Gogol Bordello e Billy Idol eram os grandes nomes, e assim ficou comprovado. Billy deu um concerto de fazer inveja a qualquer cinquentão, correu de um lado para o outro e percorreu os êxitos de uma longa carreira; cinco estrelas! Os Gogol são e foram eles mesmos, e o resto é letra. Foi dançar, correr e pular durante hora e meia, sempre de olhos fechados e sorriso nos lábios. É assim mesmo, por si só o gypsy punk é capaz deste efeito alucinogénico.

 

Para a recta final ainda não há números, mas apostamos em como andou à volta dos 22 mil. Saltava aos olhos a diferença entre os públicos que acorreram ao Marés neste último dia, de um lado a Anastacia, do outro os The Hives. Apesar de serem escandinavos, estes senhores vieram para aquecer e chegaram a colocar um festivaleiro em palco: o Miguel, que tocou baixo na Hate To Say I Told You So. Pelle, vocalista dos suecos, esteve bem ao mostrar que o contato com o público é sempre uma peça vital de um concerto. Seguiu-se Anastacia. Indiferente ninguém ficou, até porque alguns temas todos conhecemos; mas diz-se por aí que "gostos não se discutem" e muitas vezes a sabedoria popular é um bom refúgio.

 

No final, ficam duas lembranças que o Marés teima em fazer perdurar. Para aqueles festivaleiros que se arrependem de nunca terem ido ao Super Bock Super Rock no Meco, bastava uma breve passagem pelo palco principal do Marés; afinal, à noite todo o pó é incomodativo. Outra coisa que ainda não mudou foi a insistência dos artistas em clamar pelo Porto, que por esta altura ainda está no lado de lá do Rio Douro. Mas pontos "negativos" só mesmo estes, porque a música foi boa, o ambiente esteve a um nível agradável e saímos do Cabedelo bastante entretidos.

 

Artigo: Francisco Morgado Gomes

Fotografia: Alice Barcellos 

publicado por Francisco Gomes às 00:43
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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012

Slimmy de volta ao Marés Vivas

Com uma plateia bem composta, Slimmy voltou a pisar os palcos do Marés Vivas TMN - desde 2008 que não atuava no festival. A irreverência foi um ponto assente desde o início. As calças justas e a pouca roupa da cintura para cima, muito mais do que uma simples imagem de marca.

A meio do concerto, Slimmy diz «assim eu fico sem jeito, né?», mostrando o quão o artista portuense está grato e surpreendido pelo apoio que o público recusa esconder.

O regresso do filho pródigo ao festival que tem para ele um significado especial acabou por correr da melhor forma. Slimmy fez ainda questão de referir que o Marés é no Norte, mostrando que na música não pode haver centralismo.

publicado por Francisco Gomes às 22:39
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Fãs pedem que Ricky Wilson faça crowd surfing e vá a banhos

Os Kaiser Chiefs já são da casa e pouco falta para emitirem cartão de cidadão. As passagens por Portugal são recorrentes, tal como as atitudes mais irreverentes por parte de Ricky Wilson, vocalista dos britânicos. Em 2007, ao passar por Paredes de Coura, Ricky torceu o pé, mas nem por isso deixou de continuar o concerto; em 2009, no Coliseu do Porto, mergulhou da primeira bancada para a plateia; nesse mesmo ano, no Marés Vivas, trepou um dos postes de uma tenda de bebidas, isto enquanto bebia uma cerveja; já este ano fez slide no Rock in Rio. Claramente que a sua reputação o precede, e hoje os fãs dos Kaiser Chiefs não esperam por menos.

 

Imagem: Denise Ribeiro e Tiago Presley

Reportagem: Francisco Morgado Gomes

publicado por Francisco Gomes às 22:16
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